segunda-feira, 29 de agosto de 2016
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
10 passos para fazer uma boa Quaresma de São Miguel
1.
Preparar um altar com uma imagem ou estampa de São Miguel.
2.
Ter sempre uma vela benta no momento da oração.
3.
Ter sempre água benta para a persignação (CURIOSIDADE: a persignação é quando fazemos
o sinal da cruz sobre a testa, os lábios e o peito).
4.
Oferecer uma penitência espiritual ou corporal para os 40 dias ou por semana.
5.
Participar, sempre que possível, da Santa Missa.
6.
Iniciar a Quaresma no dia 15 de agosto e terminar no dia 29 de setembro (Festa
dos Santos Arcanjos).
7.
No dia 29 de setembro, dia dos Santos Arcanjos, celebrar em casa e na Santa
Missa esse dia de bênçãos.
8.
Manter-se fiel durante a Quaresma, lutando contra a preguiça e as demais
tentações.
9.
Rezar todos os dias as orações propostas para a Quaresma (Clique aqui).
10.
Invocar a presença do Arcanjo Miguel em vários momentos do dia rezando: “Quem como Deus? Ninguém como Deus!”
Orações da Quaresma de São Miguel (de 15 de agosto a 29 de setembro)
ORAÇÃO
INICIAL PARA TODOS OS DIAS
São
Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as
maldades e ciladas do Demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós,
Príncipe da Milícia Celeste, pela Virtude Divina, precipitai no inferno a Satanás
e a todos espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.
LADAINHA
DE SÃO MIGUEL
Senhor,
tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus
Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Pai
Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho Redentor do Mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Filho Redentor do Mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Santa
Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós.
São
Miguel, rogai por nós.
São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai por nós.
São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai por nós.
São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, rogai por nós.
São Miguel, coroado de honra e de glória, rogai por nós.
São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, rogai por nós.
São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, rogai por nós.
São Miguel, guardião do Paraíso, rogai por nós.
São Miguel, guia e consolador do povo israelita, rogai por nós.
São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, rogai por nós.
São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, rogai por nós.
São Miguel, luz dos anjos, rogai por nós.
São Miguel, baluarte dos cristãos, rogai por nós.
São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, rogai por nós.
São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, rogai por nós.
São Miguel, socorro muito certo, rogai por nós.
São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, rogai por nós.
São Miguel, arauto da sentença eterna, rogai por nós.
São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, rogai por nós.
São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas que estão no Purgatório, rogai por nós.
São Miguel, nosso príncipe, rogai por nós.
São Miguel, nosso advogado, rogai por nós.
São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, rogai por nós.
São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, rogai por nós.
São Miguel, guardião do Paraíso, rogai por nós.
São Miguel, guia e consolador do povo israelita, rogai por nós.
São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, rogai por nós.
São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, rogai por nós.
São Miguel, luz dos anjos, rogai por nós.
São Miguel, baluarte dos cristãos, rogai por nós.
São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, rogai por nós.
São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, rogai por nós.
São Miguel, socorro muito certo, rogai por nós.
São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, rogai por nós.
São Miguel, arauto da sentença eterna, rogai por nós.
São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, rogai por nós.
São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas que estão no Purgatório, rogai por nós.
São Miguel, nosso príncipe, rogai por nós.
São Miguel, nosso advogado, rogai por nós.
Cordeiro
de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós, Senhor.
Rogai
por nós, ó glorioso São Miguel, Príncipe da Igreja de Cristo,
Para
que sejamos dignos de Suas promessas. Amém.
ORAÇÃO: Senhor
Jesus, santificai-nos, por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela
intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do
céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e
reinais em todos os séculos dos séculos. Amém.
CONSAGRAÇÃO
A SÃO MIGUEL ARCANJO
Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel: desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção.
É
pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós
engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou
debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me
o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo
coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima,
obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna
glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte.
Vinde,
ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma
poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo
quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu.
São
Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo
juízo. Amém.
domingo, 14 de agosto de 2016
Você conhece a Quaresma de São Miguel Arcanjo?
São
Francisco foi um santo que, em sua vida mortal, procurava nutrir muito sua
alma, para não esfriar o seu amor por Jesus, com um espírito de oração e
sacrifício muito grande. Tal era que ele realizava por ano três quaresmas, além
de outro período de jejum e oração em honra da Mãe de Deus pela qual tinha um
doce e especial afeição.
Foi de um
modo muito especial que, na Quaresma de São Miguel, Deus coroou Francisco de
graças abundantes, entre elas, a de marcá-lo em seu corpo, pelo profundo desejo
de imitar ao seu filho Jesus Cristo, com os sinais de sua Paixão. Todas essas
quaresmas eram realizadas no Monte Alverne (“verna” vem de “vernare”, que
significa “fazer frio”, gela).
São
Boaventura diz, em sua Legenda Maior (capítulo 9, parágrafo 3) dos escritos
biográficos de São Francisco: “um vínculo de amor indissolúvel unia-o aos anjos
cujo maravilhoso ardor o punha em êxtase diante de Deus e inflamava as almas
dos eleitos”. Por devoção aos anjos, celebrava uma Quaresma de jejuns e orações
durante os quarenta dias que seguem a Assunção da Santíssima Virgem Maria. São
Miguel, a quem cabe o papel de introduzir as almas no Paraíso, era objeto de
uma devoção especial em razão do desejo que tinha o santo de salvar a todos os
homens. Era do conhecimento de Francisco a autoridade e o auxílio que o Arcanjo
Miguel tem em exercício das almas em salvá-las no último instante da vida e o
poder de ir ao purgatório retirá-las de lá.
Esse era
o principal motivo pelo qual Francisco realizava sua Quaresma, conforme relato
na Legenda Terusina, no nº 93 de sua biografia, em que o santo vai dizer, no
ano de 1224 (ano em que recebeu os estigmas): “Para honra de Deus, da
Bem-aventurada Virgem Maria e de São Miguel, príncipe dos anjos e das almas,
quero fazer aqui uma quaresma”.
Nesse
ano, estando Francisco a rezar no Monte Alverne, em sua primeira Quaresma em
honra do glorioso Arcanjo Miguel, foi que ele sentiu com maior abundância do
que nunca a suavidade da contemplação celeste, o ardor dos desejos
sobrenaturais e a profusão das graças divinas. Foi transportado até Deus num
fogo de amor seráfico e transformado pelos arroubos de uma profunda compaixão
naquele que em seus extremos de amor quis ser crucificado. Aproximava a festa
da Exaltação da Santa Cruz. Orava certa manhã numa das partes do monte, quando
ele viu descer do alto do céu um Serafim de seis asas flamejantes, o qual, num
rápido voo, chegou perto do lugar onde estava o homem de Deus. O personagem
apareceu-lhe não apenas munido de asas, mas também crucificado, mãos e pés
estendidos e atados a uma cruz. Duas asas elevavam-se por cima de sua cabeça,
duas outras estavam abertas para o voo, as duas últimas cobriam-lhe o corpo.
Tal
aparição deixou Francisco mergulhado num profundo êxtase, enquanto em sua alma
se mesclava a tristeza e a alegria: uma alegria transbordante ao contemplar a
Cristo que se lhe manifestava de uma maneira tão milagrosa e familiar, mas ao
mesmo tempo uma dor imensa, pois a visão da cruz transpassava sua alma com uma
espada de dor e de compaixão e era iluminada internamente. Francisco
compreendeu que os sofrimentos da paixão de modo algum podem atingir um
Serafim, que é um espírito imortal. Mas essa visão lhe fora concedida para
ensinar que não era o martírio do corpo, mas o amor que incendiou a sua alma
que deveria transformá-lo, tornando-o semelhante a Jesus Crucificado. Após uma
conversação familiar, que nunca foi revelada aos outros, desapareceu aquela
visão, deixando-lhe o coração inflamado de um ardor seráfico e imprimindo-lhe
na carne a semelhança externa com o crucificado, como a marca de um sinete na
cera que o calor do fogo fez derreter. Logo começaram, com efeito, a aparecer
em suas mãos e pés as marcas dos cravos.
Quando o
verdadeiro amor transformou o amigo de Cristo na semelhança daquele que ele
amava, terminados os quarenta dias previstos no monte e na solidão, chegou a
festa de São Miguel; e Francisco, homem evangélico, desceu do monte, trazendo a
imagem do crucificado, não esculpida em tábuas de pedra ou de madeira pela mão
de algum artista, mas reproduzida em sua própria carne pelo dedo do Deus Vivo.
Francisco,
para não se igualar a Jesus que ficou 40 dias e 40 noites em jejum total, come
ao final destes dias um pedaço de pão e bebe água, pois se achava indigno de se
igualar a Jesus.
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
Você sabia que a Igreja Católica é constituída por 24 Igrejas autônomas?
Você sabia que a Igreja Católica é atualmente constituída por 24 Igrejas autônomas “sui juris”?
Pois é! A Igreja Católica não se limita ao rito romano. Ela é uma grande comunhão de 24 Igrejas, sendo 1 ocidental e 23 orientais.
A ocidental é a Igreja Católica Apostólica Romana, chamada “ocidental” por conta da localização geográfica de Roma e não porque a sua presença se restrinja a países do Ocidente: na verdade, a Igreja Romana está presente no mundo inteiro e tem dioceses em todos os continentes, de Portugal ao Japão, do Brasil à Rússia, de Angola à China, do Canadá à Nova Zelândia.
As Igrejas católicas orientais também têm fiéis espalhados pelo mundo, mas, por razões históricas, estão mais fortemente presentes nos lugares onde surgiram. Possuem tradições culturais, teológicas e litúrgicas diferentes, bem como estrutura e organização territorial própria, mas professam a mesma e única doutrina e fé católica, mantendo-se, portanto, em comunhão completa entre si e com a Santa Sé.
Todas as 24 Igrejas que compõem a Igreja Católica são consideradas Igrejas “sui juris”, ou seja, são autônomas para legislar de modo independente a respeito de seu rito e da sua disciplina, mas não a respeito dos dogmas, que são universais e comuns a todas elas e garantem a sua unidade de fé – formando, na essência, uma única Igreja Católica obediente ao Santo Padre, o Papa, que a todas preside na caridade.
A legislação de cada Igreja “sui juris” é estudada e aprovada pelo seu respectivo sínodo, ou seja, pela reunião dos seus bispos sob a presidência do seu arcebispo-maior ou patriarca. Por exemplo, a Igreja Melquita é presidida por Sua Beatitude o Patriarca Gregório III; a Igreja Greco-Católica Ucraniana, por Sua Beatitude o Arcebispo-Maior Dom Sviatoslav Shevchuk. A Igreja Romana é presidida diretamente pelo Papa Francisco, bispo de Roma, que é também o líder de toda a grande comunhão da Igreja Católica em suas diversas tradições.
É muito comum até hoje, em especial no Ocidente, confundir a Igreja Romana com a totalidade da Igreja Católica, um erro que vem acontecendo há séculos e que, ao longo da história, já causou sérios prejuízos aos católicos de ritos orientais. O que é preciso entender é que todos os católicos romanos são, obviamente, católicos; mas nem todos os católicos são católicos romanos. E esta é mais uma das tantíssimas riquezas do infinito tesouro da Igreja que é Una, Santa, Católica e Apostólica!
O Concílio Vaticano II reconheceu que todos os ritos aprovados pelas Igrejas que formam a Igreja Católica têm a mesma dignidade e direito e devem ser preservados e promovidos.
Aliás, por falar em rito, outra confusão frequente é feita entre o rito latino e o rito romano: os termos costumam ser usados como sinônimos, mas, tecnicamente, além do rito romano, também existem outros ritos latinos de certas Igrejas locais, como o ambrosiano, e os de algumas ordens religiosas; entretanto, todos fazem parte da mesma tradição litúrgica, comumente denominada romana. Quanto aos ritos orientais, as diferenças são mais marcadas pela diversidade de tradições: são eles o alexandrino ou copta, o bizantino, o antioqueno ou siríaco ocidental, o caldeu ou siríaco oriental, o armênio e o maronita.
Mas quais são, afinal, as Igrejas “sui juris” que formam a Igreja Católica? Eis a impressionante lista:
DE RITO OCIDENTAL
Tradição litúrgica latina ou romana:
1 Igreja Católica Apostólica Romana (sede em Roma)
DE RITOS ORIENTAIS
Tradição litúrgica alexandrina:
2 Igreja Católica Copta (patriarcado; sede no Cairo, Egito)
3 Igreja Católica Etíope (metropolitanato; sede em Adis Abeba, Etiópia)
4 Igreja Católica Eritreia (metropolitanato; sede em Asmara, Eritreia)
Tradição litúrgica bizantina:
5 Igreja Greco-Católica Melquita (patriarcado; sede em Damasco, Síria)
6 Igreja Católica Bizantina Grega (eparquia; sede em Atenas, Grécia)
7 Igreja Católica Bizantina Ítalo-Albanesa (eparquia; sede na Sicília, Itália)
8 Igreja Greco-Católica Ucraniana (arcebispado maior; sede em Kiev, Ucrânia)
9 Igreja Greco-Católica Bielorrussa (também chamada Católica Bizantina Bielorussa)
10 Igreja Greco-Católica Russa (sede em Novosibirsk, Rússia)
11 Igreja Greco-Católica Búlgara (eparquia; sede em Sófia, Bulgária)
12 Igreja Católica Bizantina Eslovaca (metropolitanato; sede em Prešov, Eslováquia)
13 Igreja Greco-Católica Húngara (metropolitanato; sede em Nyíregyháza, Hungria)
14 Igreja Católica Bizantina da Croácia e Sérvia (eparquia; sedes em Križevci, Croácia, e Ruski Krstur, Sérvia)
15 Igreja Greco-Católica Romena (arcebispado maior; sede em Blaj, Romênia)
16 Igreja Católica Bizantina Rutena (metropolitanato; sede em Pittsburgh, Estados Unidos)
17 Igreja Católica Bizantina Albanesa (eparquia; sede em Fier, Albânia)
18 Igreja Greco-Católica Macedônica (exarcado ou exarquia; sede em Escópia, Macedônia)
Tradição litúrgica armênia:
19 Igreja Católica Armênia (patriarcado; sede em Beirute, Líbano)
Tradição litúrgica maronita:
20 Igreja Maronita (patriarcado; sede em Bkerke, Líbano)
Tradição litúrgica antioquena ou siríaca ocidental:
21 Igreja Católica Siríaca (patriarcado; sede em Beirute, Líbano)
22 Igreja Católica Siro-Malancar (arcebispado maior; sede em Trivandrum, Índia)
Tradição litúrgica caldeia ou siríaca oriental:
23 Igreja Católica Caldeia (patriarcado; sede em Bagdá, Iraque)
24 Igreja Católica Siro-Malabar (arcebispado maior; sede em Cochim, Índia)
Pois é! A Igreja Católica não se limita ao rito romano: ela é uma grande comunhão de 24 Igrejas, sendo 1 ocidental e 23 orientais
http://pt.aleteia.org/2016/08/02/voce-sabia-que-a-igreja-catolica-e-constituida-por-24-igrejas-autonomas/
segunda-feira, 25 de julho de 2016
Papa promulga documento dedicado à vida contemplativa feminina
“A busca da face de Deus” (Vultum Dei Quaerere) é o título da Constituição Apostólica assinada pelo Papa Francisco ededicada à vida contemplativa feminina. O documento, publicado esta sexta-feira (22/07), indica 12 temas de reflexão para a vida consagrada e se conclui com 14 orientações.
Faróis e centelhas da humanidade
Às contemplativas, o Papa lança um desafio: ser “faróis e centelhas” que guiam e acompanham o caminho da humanidade, oferecendo o Evangelho ao mundo contemporâneo. O Pontífice as exorta a vencer com tenacidade as tentações, em especial “a tentação que degenera em apatia, rotina, desmotivação e indiferença paralisante”.
Formação e oração
Francisco convida a “discernir” sobre 12 temas da vida consagrada. O primeiro é a formação, “que requer uma contínua conversão a Deus” e um período que varia de 9 a 12 anos. Os mosteiros não devem se deixar levar pela tentação do número e da eficiência, adverte o Papa. Depois, há a oração, “espinha dorsal da vida consagrada”, que não deve ser vivida como um fechamento da vida monástica em si mesma, mas como um alargamento do coração “para abraçar toda a humanidade”, em especial os que mais sofrem.
Lectio divina, Eucaristia e Reconciliação
A Palavra de Deus é outro tema central, que deve marcar o dia pessoal e comunitário das contemplativas através da lectio divina, para depois se transformar em actio, “dom para os outros na caridade”. A Constituição Apostólica recorda ainda a importância da Eucaristia e da Reconciliação, sugerindo “prolongar a celebração com a adoração eucarística” e viver a prática da penitência como “ocasião privilegiada para contemplar a face misericordiosa do Pai” e se tornar, assim, “instrumentos de reconciliação, de perdão e de paz” de que o mundo hoje necessita particularmente.
Vida comunitária e autonomia dos mosteiros
O quinto tema indicado pelo documento é a vida fraterna em comunidade, testemunho mais necessário do que nunca “numa sociedade marcada por divisões e desigualdades”. “É possível e belo viver juntos, não obstante as diferenças de geração, formação e cultura”, porque “unidade e comunhão não significam uniformidade”. O sexto tema diz respeito à autonomia dos mosteiros, que não deve significar “independência ou isolamento”, escreve o Papa, exortando as contemplativas a não adoecerem de “autorreferencialidade”.
As federações e a clausura
O sétimo tema ressalta a importância das Federações como “estruturas de comunhão entre mosteiros que compartilham o mesmo carisma”, sugerindo sua criação e multiplicação. O oitavo tema, ao invés, é relativo à clausura, “sinal da união exclusiva da Igreja esposa com o seu Senhor”.
O trabalho e o silêncio
O Papa destaca ainda o trabalho que as contemplativas devem realizar “com devoção e fidelidade”, sem se deixar condicionar pela mentalidade da cultura contemporânea, que aposta na eficiência. O trabalho deve ser entendido como “serviço à humanidade e solidariedade para com os pobres”. Já o silêncio é “escuta e ruminatio da Palavra”, “vazio de si para fazer espaço ao acolhimento”, silêncio “rico de caridade”, que “ouve Deus e o grito da humanidade”.
A cultura digital e os meios de comunicação
Consciente das transformações da sociedade e da “cultura digital”, que “influi de modo decisivo na formação do pensamento e no modo de se relacionar com o mundo”, Francisco propõe como 11º tema os meios de comunicação. “Instrumentos úteis para a formação e a comunicação”, o Papa todavia exorta as contemplativas a “um discernimento prudente” para que esses meios não sejam ocasião de “evasão da vida fraterna”, danificando a vocação e dificultando a contemplação.
A ascese rumo a Deus
Por fim, o último tema é ascese: “sinal eloquente de fidelidade” num mundo globalizado e sem raízes, exemplo de como ficar ao lado do próximo mesmo diante de diversidades, tensões, conflitos e fragilidades”. A ascese não é uma fuga do mundo “por medo” – destaca Francisco –, porque as monjas “continuam a estar no mundo sem ser do mundo”. Intercedendo “constantemente pela humanidade” junto ao Senhor, ouvindo “o clamor” de quem é “vítima da cultura do descarte”, as contemplativas são o “degrau” através do qual Deus desce ao encontro do homem e o homem sobe para o encontro com Deus.
Recrutamento de candidatas
A Conclusão da Constituição Apostólica se divide em 14 artigos que, de fato, definem em termos jurídicos o que foi dito pelo Pontífice precedentemente. Em especial, o art. 3 estabelece que se deve absolutamente evitar o recrutamento de candidatas de outros países com a única finalidade de garantir a sobrevivência do mosteiro. O art. 8 traz a lista dos requisitos necessários para a autonomia jurídica de uma comunidade, entre os quais a capacidade formativa e de gestão, a inserção na Igreja local e a possibilidade de subsistência. Caso não haja esses requisitos, a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada “avaliará a oportunidade de constituir uma comissão ad hoc” para “uma revitalização do mosteiro ou o seu fechamento”.
Obrigação inicial de pertencer a uma Federação
O art. 9 estabelece que “inicialmente todos os mosteiros deverão pertencer a uma Federação”. Se isto não for possível, o mosteiro deverá pedir a permissão da Santa Sé, à qual compete um “discernimento adequado”. Por fim, no art. 14 afirma-se que caberá à Congregação para os Institutos de Vida Consagrada emanar indicações práticas, aprovadas pela Santa Sé, de acordo com os carismas das várias famílias monásticas.
https://w2.vatican.va/content/francesco/it/apost_constitutions/documents/papa-francesco_costituzione-ap_20160629_vultum-dei-quaerere.html
Faróis e centelhas da humanidade
Às contemplativas, o Papa lança um desafio: ser “faróis e centelhas” que guiam e acompanham o caminho da humanidade, oferecendo o Evangelho ao mundo contemporâneo. O Pontífice as exorta a vencer com tenacidade as tentações, em especial “a tentação que degenera em apatia, rotina, desmotivação e indiferença paralisante”.
Formação e oração
Francisco convida a “discernir” sobre 12 temas da vida consagrada. O primeiro é a formação, “que requer uma contínua conversão a Deus” e um período que varia de 9 a 12 anos. Os mosteiros não devem se deixar levar pela tentação do número e da eficiência, adverte o Papa. Depois, há a oração, “espinha dorsal da vida consagrada”, que não deve ser vivida como um fechamento da vida monástica em si mesma, mas como um alargamento do coração “para abraçar toda a humanidade”, em especial os que mais sofrem.
Lectio divina, Eucaristia e Reconciliação
A Palavra de Deus é outro tema central, que deve marcar o dia pessoal e comunitário das contemplativas através da lectio divina, para depois se transformar em actio, “dom para os outros na caridade”. A Constituição Apostólica recorda ainda a importância da Eucaristia e da Reconciliação, sugerindo “prolongar a celebração com a adoração eucarística” e viver a prática da penitência como “ocasião privilegiada para contemplar a face misericordiosa do Pai” e se tornar, assim, “instrumentos de reconciliação, de perdão e de paz” de que o mundo hoje necessita particularmente.
Vida comunitária e autonomia dos mosteiros
O quinto tema indicado pelo documento é a vida fraterna em comunidade, testemunho mais necessário do que nunca “numa sociedade marcada por divisões e desigualdades”. “É possível e belo viver juntos, não obstante as diferenças de geração, formação e cultura”, porque “unidade e comunhão não significam uniformidade”. O sexto tema diz respeito à autonomia dos mosteiros, que não deve significar “independência ou isolamento”, escreve o Papa, exortando as contemplativas a não adoecerem de “autorreferencialidade”.
As federações e a clausura
O sétimo tema ressalta a importância das Federações como “estruturas de comunhão entre mosteiros que compartilham o mesmo carisma”, sugerindo sua criação e multiplicação. O oitavo tema, ao invés, é relativo à clausura, “sinal da união exclusiva da Igreja esposa com o seu Senhor”.
O trabalho e o silêncio
O Papa destaca ainda o trabalho que as contemplativas devem realizar “com devoção e fidelidade”, sem se deixar condicionar pela mentalidade da cultura contemporânea, que aposta na eficiência. O trabalho deve ser entendido como “serviço à humanidade e solidariedade para com os pobres”. Já o silêncio é “escuta e ruminatio da Palavra”, “vazio de si para fazer espaço ao acolhimento”, silêncio “rico de caridade”, que “ouve Deus e o grito da humanidade”.
A cultura digital e os meios de comunicação
Consciente das transformações da sociedade e da “cultura digital”, que “influi de modo decisivo na formação do pensamento e no modo de se relacionar com o mundo”, Francisco propõe como 11º tema os meios de comunicação. “Instrumentos úteis para a formação e a comunicação”, o Papa todavia exorta as contemplativas a “um discernimento prudente” para que esses meios não sejam ocasião de “evasão da vida fraterna”, danificando a vocação e dificultando a contemplação.
A ascese rumo a Deus
Por fim, o último tema é ascese: “sinal eloquente de fidelidade” num mundo globalizado e sem raízes, exemplo de como ficar ao lado do próximo mesmo diante de diversidades, tensões, conflitos e fragilidades”. A ascese não é uma fuga do mundo “por medo” – destaca Francisco –, porque as monjas “continuam a estar no mundo sem ser do mundo”. Intercedendo “constantemente pela humanidade” junto ao Senhor, ouvindo “o clamor” de quem é “vítima da cultura do descarte”, as contemplativas são o “degrau” através do qual Deus desce ao encontro do homem e o homem sobe para o encontro com Deus.
Recrutamento de candidatas
A Conclusão da Constituição Apostólica se divide em 14 artigos que, de fato, definem em termos jurídicos o que foi dito pelo Pontífice precedentemente. Em especial, o art. 3 estabelece que se deve absolutamente evitar o recrutamento de candidatas de outros países com a única finalidade de garantir a sobrevivência do mosteiro. O art. 8 traz a lista dos requisitos necessários para a autonomia jurídica de uma comunidade, entre os quais a capacidade formativa e de gestão, a inserção na Igreja local e a possibilidade de subsistência. Caso não haja esses requisitos, a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada “avaliará a oportunidade de constituir uma comissão ad hoc” para “uma revitalização do mosteiro ou o seu fechamento”.
Obrigação inicial de pertencer a uma Federação
O art. 9 estabelece que “inicialmente todos os mosteiros deverão pertencer a uma Federação”. Se isto não for possível, o mosteiro deverá pedir a permissão da Santa Sé, à qual compete um “discernimento adequado”. Por fim, no art. 14 afirma-se que caberá à Congregação para os Institutos de Vida Consagrada emanar indicações práticas, aprovadas pela Santa Sé, de acordo com os carismas das várias famílias monásticas.
https://w2.vatican.va/content/francesco/it/apost_constitutions/documents/papa-francesco_costituzione-ap_20160629_vultum-dei-quaerere.html
quinta-feira, 21 de julho de 2016
Carta ao jovem católico sozinho na missa
Só porque você tem que fazer algo, não quer dizer que seja fácil, nem que você tenha que fazê-lo sozinho ou sem apoio. Há ocasiões em que é difícil ser católico. Quando você sente que é a única pessoa em todo o mundo que acredita no que acredita. Ou quando as expectativas depositadas em você são enormes e impossíveis. Há ocasiões em que nadar contra a corrente da sociedade é simplesmente exaustivo, em que a fé é confusa ou em que a santidade parece não ter nenhuma recompensa.
Talvez a sua fé seja uma grande luta nesse momento. Talvez você não consiga ver a relevância dela na sua vida. Talvez tudo esteja indo bem para você, mas a fé pareça ser uma obrigação. Ou talvez, ultimamente, tudo esteja desabando ao seu redor e Deus pareça distante, frio e silencioso. Talvez a raiva e a dor estejam obscurecendo tudo e você não consiga enxergar o seu futuro. Ou talvez você saiba que a sua fé significa tudo para você, mas o preço que paga por ela é maior do que jamais imaginou e não há ninguém além de você para apoiá-lo ou encorajá-lo.
Pode ser que tudo o que você sinta seja autopiedade pelas vezes em que cometeu erros. Talvez você esteja cansado de se explicar, ou de desistir de relacionamentos quando se recusa a comprometer o seu valor próprio. Talvez você tenha experimentado tamanha rejeição pelo fato de ser católico que pense não ter mais nada a oferecer a mais ninguém. Talvez sinta falta de amigos que compartilhem a sua fé, que compreendam quem você é e por que acredita nessas coisas. Talvez você deseje ter alguém com quem possa ir à Missa, com quem possa rezar e para quem possa explicar as suas dúvidas e dificuldades. Talvez você esteja exausto de ter que defender aquilo que é fonte de tanta alegria.
É muito duro quando não há ninguém por perto para lembrá-lo de que todo esse esforço vale a pena. É desencorajador quando mais ninguém compreende o quanto pode ser solitário ir sozinho à Missa. Ou quanta força se requer, e quanta tristeza se produz, quando você se afasta de situações que sabe não serem corretas. Talvez você esteja cansado de repetir sempre os mesmos velhos erros. É duro, eu sei que é! E eu gostaria de encorajá-lo.
Eu quero que você se lembre de que, mesmo que agora se sinta sozinho na sua fé, mesmo que esteja lutando, nós dividimos as mesmas dificuldades. Nós queremos que você se lembre da alegria e da amizade que é conhecer a Cristo. Não importa o estágio da fé em que você se encontra, persevere sempre!
Às vezes, os pequenos passos são tudo de que precisamos. Continue a rezar, mesmo que sejam somente cinco minutos por dia.
Saiba que você pode se orgulhar de ser católico. É isso o que o torna quem você é. E, como você é uma pessoa única e interessante, ser católico faz parte do rico tecido de vida que compõe a sua linda personalidade. Não é sempre que você vai estar cercado de pessoas que verão a sua fé de forma negativa. Você também encontrará pessoas que se sentirão intrigadas pela sua fé, que desejarão genuinamente conhecê-la melhor e que estão esperando pela oportunidade de compartilhar algo pessoal, algo sobre elas próprias. E você também encontrará pessoas que dirão desejar algo que você já tem, como o seu senso de propósito, o seu senso de paz, ou a sua consciência de ser amado incondicionalmente por Deus.
Eu não digo isso para criar barreiras, mas para encorajá-lo a discernir que, ainda que a sua fé às vezes pareça um fardo, haverá momentos inesperados em que ela o surpreenderá com o seu poder de bem, de criar conexões com os outros, de mudar as suas vidas. Não se esqueça do enorme poder da sua fé. Por meio de você, Deus agirá de modos incríveis e nunca esperados!
Tudo bem, eu entendo. É duro ser jovem católico. Talvez você sinta que poderia estar se saindo melhor. Talvez você apenas se sinta perdido. Espero que, só por saber que eu reconheço as suas dificuldades nesta carta, você já se sinta menos sozinho. Sim, as coisas mudam. Um dia, as lutas que você enfrenta agora não serão tão difíceis. Mesmo assim, por favor, saiba que estamos rezando por você, que o estamos encorajando e que temos os mesmos sofrimentos que você. Juntos, com Cristo e com sua mãe Maria, você vai conseguir!
Com amor e orações,
De uma jovem católica para um jovem católico
Assinar:
Postagens (Atom)





