sábado, 13 de fevereiro de 2016

Exercícios Espirituais para a Quaresma - dia 3


Seguimos nossa jornada quaresmal hoje. Exercícios que nos ajudam a manter a disciplina e a nos aproximarmos na Palavra de Deus, para que possamos unir oração, jejum e esmola.

Não sabe como fazer? Veja aqui.

Tome sua Bíblia, coloque-se na presença de Deus. Faça uma oração inicial. Leia e medite o texto recomendado. Converse com Deus, seu grande e melhor amigo. Crie um propósito. Execute seu propósito. 

Texto bíblico: 
1.Salmo de Davi. O Senhor é meu pastor, nada me faltará. 
2.Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes, 
3.restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome. 
4.Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo. 
5.Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça. 
6.A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias.

Hoje é sábado. Um ótimo dia para dedica-se à meditação do Salmo 22 com a tranquilidade que só o sábado tem.

Que o Divino Mestre o abençoe!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Como ocorreu a divisão entre católicos e ortodoxos e por que eles se mantêm separados

O cristianismo foi dividido há quase mil anos e pela primeira vez desde então as duas ramificações mais numerosas voltam a se reaproximar


Nesta sexta-feira (12/02), o papa Francisco e o patriarca ortodoxo Kirill vão protagonizar o primeiro encontro já realizado na história entre o bispo de Roma e o bispo de Moscou, a mais numerosa das igrejas ortodoxas, com cerca de 150 milhões de fiéis. Trata-se de um encontro aguardado há quase mil anos, desde que o cristianismo se dividiu entre Igreja do Ocidente e do Oriente.
Entenda a seguir porque católicos e ortodoxos se separaram e porque essa distância foi mantida até hoje entre as duas grandes ramificações do cristianismo.
A história da divisão
Em 330 d.C., o imperador Constantino decidiu fazer de Constantinopla a “nova Roma” e torná-la a capital do Império. Em 381, o bispo da cidade alegou um primado de honra logo abaixo do de Roma. O imperador Teodósio foi o último a governar um império unificado, com sede em Constantinopla. Depois de sua morte, o Império Romano se dividiu em Império do Oriente e Império do Ocidente. Com isso aumentaram as pretensões do bispo de Constantinopla, que no Concílio de Calcedônia, em 451, obteve a confirmação de seu posto de honra e uma jurisdição efetiva em várias dioceses, decisão adotada depois da saída dos legados romanos do Concílio e nunca reconhecida pelo papa.
Em Constantinopla, se desenvolveu pouco a pouco a convicção de que o bispo deveria ter sobre o Patriarcado uma autoridade absoluta, ainda que se devesse reconhecer, em nível honorífico, inferior ao bispo de Roma, que teria então uma autoridade absoluta sobre os territórios do Ocidente. Outros fatores contribuíram para a separação, como a diferença da cultura latina e da greco-oriental, a ênfase teológica distinta e a política dos imperadores do Oriente, que não viam com bons olhos que a Igreja de seu Império dependesse de uma autoridade estrangeira – o papa – o que os levava a apoiar as pretensões dos patriarcas.
Estátua do Imperador Constantino, em York, Inglaterra.
Estátua do Imperador Constantino, em York, Inglaterra.
Depois de um breve cisma entre 863 e 867, findado pelo patriarca Fócio de Constantinopla, o cisma definitivo se deu em 1054, com o patriarca Miguel Cerulário, que não rompeu relações com Roma, porque elas de fato já não existiam, mas fez fracassarem todas as tentativas de retomada de relações e voltou a abrir a polêmica contra os ritos e os usos latinos iniciada por Fócio. As Igrejas do Oriente, seguindo Constantinopla, deixaram de reconhecer o primado de jurisdição do papa.
As diferenças
O que hoje nós chamamos de Igreja ortodoxa – palavra que significa “doutrina correta” – é uma comunhão de quatorze Igrejas autocéfalas, isto é, autônomas, que professam a mesma fé e, com algumas diferenças culturais, celebram os mesmos ritos. Elas reconhecem no Patriarcado Ecumênico de Constantinopla um primado de cunho apenas honorífico, não tendo o patriarca de Constantinopla jurisdição sobre os demais patriarcados.
Há poucas diferenças doutrinais entre os católicos e os ortodoxos. Uma das mais expressivas, que catalisou o debate teológico na época do cisma de 1054, diz respeito ao Espírito Santo. Enquanto os ortodoxos dizem que ele procede apenas de Deus Pai, os católicos acreditam que ele proceda do Pai e do Filho. Ultimamente, porém, isso tem sido visto mais como uma diferença de ênfase teológica do que como uma diferença propriamente de dogma.
Embora não estejam em plena comunhão, a Igreja católica reconhece a validade dos sacramentos celebrados e a presença da legítima sucessão apostólica nas Igrejas ortodoxas. Além da questão central do primado de jurisdição do papa, as grandes diferenças entre os dois grupos se referem sobretudo a questões de calendário, normas disciplinares, usos e costumes culturais.
Proselitismo
Um dos problemas existentes entre a Igreja Católica e o Patriarcado de Moscou é a acusação de proselitismo que a Igreja russa dirige aos católicos, que usariam de atividades caritativas, como creches, com o fim de difundir a fé católica entre os ortodoxos. No começo do século XXI, as relações entre os católicos e os ortodoxos russos se dificultou. Em 2002, João Paulo II transformou as administrações apostólicas do território russo em dioceses, suscitando protestos oficiais da Igreja russa, incluindo a expulsão de um bispo e quatro padres católicos do país.
Tadeusz Kondrusiewicz, que foi arcebispo católico de Moscou, afirmava que a acusação era infundada: “Não queremos invadir o território de ninguém, não queremos roubar fiéis de ninguém. Aliás, afirmamos com vigor o princípio de que todo homem tem direito a escolher a sua própria fé. Mas se o Patriarcado de Moscou pode ter paróquias na Itália e em outros países da Europa, nas quais prestam serviços sacerdotes que em muitos casos quase nem falam russo, por que a Igreja católica não teria o direito de existir e atuar na Rússia?”, disse ele à imprensa religiosa na época da polêmica.
Papa Francisco_gazetadopovo
Papa Francisco.
Contudo, o patriarca de então, Aleixo II, era muito explícito sobre essa questão: “Os documentos sobre o proselitismo católico, em seu núcleo fundamental, são o resultado de uma investigação escrupulosa e objetiva da situação real.” Na Rússia, os católicos são menos de 1% da população.
Outro fator de discordância é a situação da Igreja greco-católica ucraniana, de rito oriental e língua litúrgica ucraniana, que mantém a comunhão com Roma. É o chamado “uniatismo”: as Igrejas de rito oriental que aceitaram voltar à plena comunhão com o papa mantendo os próprios ritos, cultos e tradições e uma ampla autonomia eclesiástica. O uniatismo foi motivo de polêmica entre a ortodoxia e o catolicismo: para os ortodoxos, as Igrejas uniatas são um instrumento do proselitismo latino.
O caminho para a unidade
Até o século passado, não havia sido realizado nenhum encontro entre os líderes da Igreja católica e da ortodoxa. O primeiro encontro de um papa com um patriarca se deu em 1964, quando Paulo VI se reuniu em Jerusalém com o patriarca ecumênico de Constantinopla, Atenágoras. Naquela ocasião, ambos se retrataram das excomunhões que as Igrejas trocaram em 1054.
O diálogo entre católicos e ortodoxos se estreitou cada vez mais desde então. João Paulo II falava da necessidade de alcançar uma “comunhão afetiva”, antes de se chegar a uma “comunhão efetiva”. Bento XVI, por sua vez, visitou o patriarca ecumênico Bartolomeu na Turquia, em 2006, que retribuiu a visita em 2008, na festa de São Pedro e São Paulo, quando o papa e o patriarca dividiram a homilia e rezaram o credo juntos em grego. No mesmo ano, Bartolomeu participou do Sínodo dos Bispos no Vaticano.
Quando Francisco foi eleito, em 2013, Bartolomeu compareceu à missa de inauguração do pontificado, o que nunca tinha acontecido desde o cisma. Em 2014, o papa e o patriarca repetiram o gesto de Paulo VI e Atenágoras em Jerusalém, celebrando os 60 anos do acontecimento. Logo depois, quando Francisco reuniu os presidentes de Israel e da Palestina para um momento de oração no Vaticano, Bartolomeu também marcou presença.
No ano passado, Francisco se mostrou disposto a alterar a data em que os católicos celebram a Páscoa para que a principal festa do cristianismo fosse celebrada simultaneamente por católicos e ortodoxos. Além disso, o ensinamento de Bartolomeu sobre o cuidado com o meio ambiente, tema que lhe é muito caro, mereceu toda uma seção da última encíclica de Francisco,Laudato Si’.
Um passo que ainda não havia sido dado era o encontro de um papa com o patriarca de Moscou. Era um evento aguardado há muito tempo, dada a importância da Igreja russa dentro da ortodoxia: é a maior e mais numerosa das Igrejas autocéfalas ortodoxas do mundo, com quase 150 milhões de fiéis. As tensões nas relações entre católicos e ortodoxos na Rússia impossibilitavam a realização de um encontro cordial. Pouco a pouco, as relações foram se estreitando, com o cada vez mais frequente encontro de delegações das duas Igrejas. O patriarca Kirill, como seu antecessor, também foi muito crítico em relação à Igreja católica, mas quando inaugurou o sínodo dos bispos da Igreja ortodoxa russa, em 2 de fevereiro de 2013, falou do “claro reconhecimento da necessidade de unir forças em defesa dos valores tradicionais cristãos e se contrapor a algumas ameaças da modernidade, como a secularização agressiva, que ameaça as bases morais da vida social e privada, a crise dos valores da família e a perseguição e discriminação dos cristãos no mundo”.
Patriarch Kirill
Patriarca ortodoxo russo Kirill.
O Sínodo Pan-Ortodoxo
Em março de 2014, os primazes ortodoxos realizaram uma Sinaxe, nome que dão às suas reuniões, em Istambul. Naquela ocasião, decidiram convocar um Sínodo Pan-Ortodoxo, o “Santo e Grande Concílio da Igreja Ortodoxa”, que será realizado entre 16 e 27 do próximo mês de junho, sob a presidência do patriarca ecumênico Bartolomeu, com participação de delegações de todas as Igrejas ortodoxas autocéfalas.
O Sínodo estava inicialmente previsto para ser realizado em Istambul, mas devido a tensões internacionais entre a Turquia e a Rússia, que colocariam em risco a presença no encontro dos representantes do Patriarcado de Moscou, a sede foi transferida. Na última Sinaxe, ocorrida no mês passado em Chambésy, na Suíça, os primazes escolheram como nova sede Creta, ilha sob a jurisdição do patriarcado de Constantinopla, por oferecer condições logísticas mais favoráveis e por já ter abrigado conferências teológicas.
Em Chambésy, foram aprovados os temas parte da agenda do Sínodo. Entre estes, além da “missão da Igreja ortodoxa no mundo contemporâneo”, está presente também a questão das relações da Igreja ortodoxa com as outras Igrejas cristãs. Também foi aprovada a participação de observadores não ortodoxos durante as sessões de abertura e de encerramento do Sínodo. Uma reunião ortodoxa dessa magnitude nunca havia acontecido desde o cisma de 1054.
Com informações de News.va, L’Osservatore Romano e Aleteia.

Sobre oração - Deus é tão simples

Uma lição deixada pelo famoso cardeal Van Thuan

Depois da minha libertação, muitas pessoas me disseram: “Padre, na prisão o senhor teve muito tempo para orar”. Não é tão simples assim. O Senhor me permitiu experimentar toda a minha fraqueza, minha fragilidade física e mental.

O tempo passa lentamente na prisão, particularmente durante o isolamento. Imaginem uma semana, um mês, dois meses de silêncio… São terrivelmente longos, mas quando se transformam em anos, tornam-se uma eternidade.

Um provérbio vietnamita diz: “Um dia na prisão é como mil outonos fora dela”. Ali houve dias em que, reduzido ao maior cansaço, à doença, não consegui rezar uma única oração!

Vem-me à lembrança uma história, a do velho Jim. Todos os dias, às doze horas, Jim entrava na igreja, não mais do que dois minutos, depois saía. O sacristão era muito curioso e, um dia, deteve Jim e perguntou-lhe:
– Por que vem aqui todos os dias?
– Venho para rezar.
– Impossível! Que oração você pode fazer em dois minutos?
– Sou um velho ignorante, rezo a Deus à minha maneira.
– Mas o que é que você diz?
– Digo: “Jesus, estou aqui, sou o Jim”. E vou embora.
Passam os anos. Jim, sempre mais velho, doente, entra no hospital, na enfermaria dos pobres. Parece que Jim vai morrer depressa. O padre e a freira enfermeira estão perto de sua cama.
– Jim, diga uma coisa: por que é que, desde que você entrou nesta enfermaria, tudo mudou para melhor, e as pessoas ficaram mais contentes, felizes e amigas?
– Não sei. Quando eu posso caminhar, vou aqui e ali, visitando a todos, saúdo toda a gente, chamo toda a gente, faço-os rir, faço-os felizes. Com o Jim estão todos sempre felizes.
– Mas por que é que você é feliz?
– Vocês, quando recebem uma visita todos os dias, não se sentem felizes?
– Certamente. Mas quem é que o visita? Nunca vimos ninguém.
– Quando entrei nesta enfermaria, pedi duas cadeiras: uma para você e outra para o meu visitante, não veem?
– Quem é o seu visitante?
– É Jesus. Antes eu ia à igreja visitá-lo, agora já não posso. Então, às doze horas, Jesus vem.
– E o que é que Jesus lhe diz?
– Diz: “Jim, estou aqui, sou Jesus”…

Antes de morrer, vimo-lo sorrir e fazer um gesto com a mão em direção à cadeira próxima da sua cama, convidando alguém a sentar-se. Sorriu de novo e fechou os olhos.
Quando me faltam forças e não consigo sequer recitar minhas orações, repito: “Jesus, estou aqui, sou o Francisco. Isso me enche de alegria e consolo, experimento que Jesus me responde: “Francisco, estou aqui, sou Jesus”.


(Do livro “Cinco pães e dois peixes“)

Sobre o jejum, além do Evangelho do dia

São João Crisóstomo ensina:

“A honra do jejum consiste não na abstinência da comida, mas em evitar as ações pecaminosas; quem limita o seu jejum apenas à abstinência de carnes o desonra. Praticas o jejum? Prova-me por tuas obras! Perguntas que tipo de obras?
Se vires um inimigo, reconcilia-te com ele!
Se vires um amigo tendo sucesso, não o inveje!
Se vires uma mulher bonita, passe sem olhar!
Que não apenas a boca jejue, mas também os olhos, e os ouvidos, e os pés, e as mãos, e todos os membros de nossos corpos.
Que as mãos jejuem sendo puras da avareza e da rapina.
Que os pés jejuem, deixando de caminhar para espetáculos imorais.
Que os olhos jejuem, não se detendo sobre feições belas, ou se ocupando de belezas exóticas.
Pois o que é visto é a comida dos olhos, mas se o que for visto for imoral ou proibido, macula-se o jejum e perturba toda a segurança da alma;ma se for moral e seguro, o que é visto adorna o jejum. Pois seria absurdo abster-se da comida permitida por causa do jejum, mas devem os olhos absterem-se até de tocar o que é proibido. Não comes carne? Então não se alimente de luxúria através dos olhos.
Que também os ouvidos jejuem. O jejum dos ouvidos consiste em recusar-se a ouvir assuntos perversos e calúnias. ‘Não receberás notícias falsas’, já foi dito.

Que a boca também jejue de falar coisas vergonhosas e de ficar reclamando. Pois que ganhas se te absténs de pássaros e peixes, e mesmo assim mordes e devoras teu próximo? O que tem fala maligna come a carne de seu irmão, e morde o corpo de seu próximo.”

Movimento Sacerdotal Mariano


Origem

A 8 de Maio de 1972, o Pe. Stefano Gobbi participa de uma peregrinação à Fátima e na Capelinha das Aparições põe-se a rezar por alguns Sacerdotes, que para além de traírem a própria vocação, tentam formar associações rebeldes à autoridade da Igreja.
Interiormente, uma força o impele a confiar em Maria. Servindo-se dele, como de um humilde e pobre instrumento, Nossa Senhora acolherá todos os Sacerdotes que aceitarem o convite para se consagrarem ao seu Coração Imaculado, para permanecerem fortemente ligados ao Papa e à Igreja a ele unida e conduzirem os fiéis ao seguro refúgio de seu Coração Materno.
Formar-se-ia, assim, um poderoso exército, difundido por todas as partes do mundo e reunido, não com meios humanos de propaganda, mas com a força sobrenatural que brota do silêncio, da oração, do sofrimento e da fidelidade constante aos próprios deveres.
Pe. Gobbi pediu, interiormente, a Nossa Senhora, um pequeno sinal de confirmação e Ela, antes do fim daquele mesmo mês, pontualmente lho deu em Nazaré, no Santuário da Anunciação.
Origina-se, então, o Movimento Sacerdotal Mariano desta simples e interior inspiração que, em Fátima, o Pe. Stefano Gobbi teve em oração.
Mas, como se concretizaria isto?
Em outubro do mesmo ano, tentou-se um tímido encaminhamento, com um encontro de oração e amizade entre três Sacerdotes na paróquia de Gera Lario (diocesede Como): deu-se notícia deste Movimento em alguns jornais e revistas católicas.
Em março de 1973 eram cerca de quarenta os sacerdotes inscritos. Em setembro do mesmo ano, dos oitenta padres já inscritos, 25 participaram no primeiro encontro nacional em São Vitorino, próximo de Roma. Em 1974 iniciaram-se os primeiros Cenáculos de oração e fraternidade entre os Sacerdotes e fiéis; progressivamente, difundiram-se na Europa e em todas as partes do mundo.
Até ao final de 1990, o Pe. Stefano Gobbi visitou várias vezes os cinco continentes, para presidir aos Cenáculos regionais, completando 600 voos de avião além de numerosas viagens de carro e comboio. E fez 1.446 Cenáculos, dos quais 693 na Europa, 485 na América, 97 na África, 91 na Ásia e 80 na Oceânia.
Isto constitui uma prova da admirável difusão do Movimento por todo mundo, durante estes anos.

 

Difusão


O Movimento Sacerdotal Mariano tem-se difundido de uma maneira silenciosa e extraordinária. Em quase todas as nações da Europa, América, Ásia, África e Oceânia, há responsáveis nacionais encarregados de recolher as adesões, organizar e acompanhar os Cenáculos.

A eles também é confiada a nomeação dos vários responsáveis regionais e diocesanos, cuidando que tudo se realize com a maior fidelidade ao Espírito do Movimento.
Face à autonomia que se dá aos Centros Nacionais, não é fácil levantar uma estatística precisa. Isto, porém, não é de grande importância, pois estamos diante de "um espírito" que foge aos controles externos e se realiza na medida em que cada Sacerdote que aderiu ao Movimento procura viver todos os dias a sua consagração a Maria.
Pelas poucas de inscrição recebidas, os que aderiram seriam agora, cerca de 500 Bispos, mais de 100,000 Sacerdotes do clero diocesano e de todas as Ordens e Congregações religiosas.
Para os leigos, não havendo uma inscrição propriamente dita, não se pode avaliar o seu número nem mesmo aproximado, ainda que com certeza se trate de milhões.
É gratificante também constatar a existência de uma longa lista de sacerdotes simpatizantes, que não se inscreveram ainda no Movimento, mas demonstram a sua solidariedade de vários modos e em várias ocasiões. O seu número é, talvez, superior ao dos inscritos. Se vivem o espírito do Movimento, mesmo que seus nomes não figurem nos elencos, realizam o que nele há de essencial.
E como, quase sem perceberem, tornaram-se uma falange numerosa, muitos Sacerdotes não conhecem ainda os confrades seus vizinhos, pertencentes ao Movimento. Isto acontece não só nas regiões, onde o MSM está apenas a começar, mas também noutros lugares. A razão deste facto deve-se à escassa organização de que se dispõe e que permanecerá como uma característica sua, e o sentido de discrição, por se tratar de uma opção espiritual, o que leva a não ser fácil dar listas e endereços a quem no-los solicite.

Constata-se, porém, em toda a parte este facto maravilhoso: Nossa Senhora, através dos Cenáculos de oração e de fraternidade, faz com que os seus Sacerdotes se conheçam, se ajudem, se amem como irmãos e se tornem força de coesão entre todo o clero.
Pela consoladora realidade da Comunhão dos Santos, sentem-se como membros ainda activos e até mais próximos de nós, os Sacerdotes que nos precederam na eternidade.
Há Cardeais – o primeiro deles a inscrever-se foi Giacomo Lercaro, então Arcebispo de Bolonha –, muitos Bispos: lembramos entre outros Mons. João Venâncio Pereira, Bispo de Leiria e de Fátima, que se inscreveu em 1973 e morreu em 1985 e mais de 5.000 Padres que enriqueceram os seus últimos anos de vida por intenso apostolado ou pela doença, acolhendo e vivendo no MSM o convite de Nossa Senhora.
Apraz-nos lembrar, entre eles, um Servo de Deus; Pe. Gabriel Allegra, notável biblista e tradutor da Sagrada Escritura em língua chinesa. cujo trabalho final foi traduzir em chinês o livro "Nossa Senhora aos Sacerdotes, seus filhos predilectos".
Em sua rápida e capilar difusão o MSM encontrou menos dificuldades do que se podia temer.
Sendo sua característica peculiar a fidelidade à Igreja e a obediência ao legítimos Superiores, onde estes, sobretudo tratando-se de Bispos, mostravam-se benévolos e encorajadores, tudo era feito com grande facilidade. Foi preciso mais paciência, onde a autoridade se nos mostrou perplexa ou indiferente.
Percebe-se a presença vigilante e iluminadora de Nossa Senhora, sobretudo como guia de seu Movimento. Ela conforta nas dificuldades, freia toda euforia, ensina a usar corajosamente a liberdade dos filhos de Deus e ao mesmo tempo, impede-nos de assumir atitudes contrárias ou rebeldes com os Superiores, o que estaria em contradição com o segundo ponto-base do MSM: Amor ao Papa e a Hierarquia a ele unida.

Fonte: http://www.movimentosacerdotalmariano.org/

Exercícios Espirituais para a Quaresma - dia 2


Seguimos nossa jornada quaresmal hoje. Exercícios que nos ajudam a manter a disciplina e a nos aproximarmos na Palavra de Deus, para que possamos unir oração, jejum e esmola.

Não sabe como fazer? Veja aqui.

Tome sua Bíblia, coloque-se na presença de Deus. Faça uma oração inicial. Leia e medite o texto recomendado. Converse com Deus, seu grande e melhor amigo. Crie um propósito. Execute seu propósito.

Texto bíblico:

"22. Agora, constrangido pelo Espírito, vou a Jerusalém, ignorando a que ali me espera. 23.Só sei que, de cidade em cidade, o Espírito Santo me assegura que me esperam em Jerusalém cadeias e perseguições. 24.Mas nada disso temo, nem faço caso da minha vida, contanto que termine a minha carreira e o ministério da palavra que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho ao Evangelho da graça de Deus. 25.Sei agora que não tornareis a ver a minha face, todos vós, por entre os quais andei pregando o Reino de Deus. 26. Portanto, hoje eu protesto diante de vós que sou inocente do sangue de todos, 27.porque nada omiti no anúncio que vos fiz dos desígnios de Deus. 28.Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue."

Hoje é sexta-feira. Um ótimo dia para ir à Santa Missa rezar pelas intenções do Santo Padre, entre elas e encontro dele com o patriarca russo, que acontece hoje em Havana.

Que o Divino Mestre o abençoe!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Exercícios Espirituais para a Quaresma - dia 1


Começamos nossa jornada quaresmal hoje. Exercícios que nos ajudam a manter a disciplina e a nos aproximarmos na Palavra de Deus, para que possamos unir oração, jejum e esmola.

Não sabe como fazer? Veja aqui.

Tome sua Bíblia, coloque-se na presença de Deus. Faça uma oração inicial. Leia e medite o texto recomendado. Converse com Deus, seu grande e melhor amigo. Crie um propósito. Execute seu propósito.

Texto bíblico:

"44.Entretanto, Jesus exclamou em voz alta: Aquele que crê em mim, crê não em mim, mas naquele que me enviou; 45.e aquele que me vê, vê aquele que me enviou. 46.Eu vim como luz ao mundo; assim, todo aquele que crer em mim não ficará nas trevas. 47.Se alguém ouve as minhas palavras e não as guarda, eu não o condenarei, porque não vim para condenar o mundo, mas para salvá-lo. 48.Quem me despreza e não recebe as minhas palavras, tem quem o julgue; a palavra que anunciei julgá-lo-á no último dia. 49.Em verdade, não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele mesmo me prescreveu o que devo dizer e o que devo ensinar. 50.E sei que o seu mandamento é vida eterna. Portanto, o que digo, digo-o segundo me falou o Pai."

Hoje é quinta-feira. Um ótimo dia para colocar-se diante do Santíssimo e renovar seu compromisso com a palavra de Deus.

Que o Divino Mestre o abençoe!