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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Casa de Eventos e Retiros


Neste ano de 2017, nossa casa vem passando por mudanças administrativas.

O espaço que antes era administrado pela Cáritas Brasileira agora está sob direção do Instituto Bíblico Divino Mestre. 
A casa está sendo preparada para acolher grupos religiosos, equipes de trabalho, grupos escolares etc. em eventos de qualquer natureza.
Dispomos de quartos equipados com cama, ventilador e Tv. Nas nossas instalações, há auditório climatizado, amplo refeitório, espaço verde, varanda para confraternização, capela para Santa Missa e momentos de oração.


Realize seu evento na nossa casa.

Mais informações pelo e-mail: reservasdivinomestre@gmail.com

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Movimento Sacerdotal Mariano


Origem

A 8 de Maio de 1972, o Pe. Stefano Gobbi participa de uma peregrinação à Fátima e na Capelinha das Aparições põe-se a rezar por alguns Sacerdotes, que para além de traírem a própria vocação, tentam formar associações rebeldes à autoridade da Igreja.
Interiormente, uma força o impele a confiar em Maria. Servindo-se dele, como de um humilde e pobre instrumento, Nossa Senhora acolherá todos os Sacerdotes que aceitarem o convite para se consagrarem ao seu Coração Imaculado, para permanecerem fortemente ligados ao Papa e à Igreja a ele unida e conduzirem os fiéis ao seguro refúgio de seu Coração Materno.
Formar-se-ia, assim, um poderoso exército, difundido por todas as partes do mundo e reunido, não com meios humanos de propaganda, mas com a força sobrenatural que brota do silêncio, da oração, do sofrimento e da fidelidade constante aos próprios deveres.
Pe. Gobbi pediu, interiormente, a Nossa Senhora, um pequeno sinal de confirmação e Ela, antes do fim daquele mesmo mês, pontualmente lho deu em Nazaré, no Santuário da Anunciação.
Origina-se, então, o Movimento Sacerdotal Mariano desta simples e interior inspiração que, em Fátima, o Pe. Stefano Gobbi teve em oração.
Mas, como se concretizaria isto?
Em outubro do mesmo ano, tentou-se um tímido encaminhamento, com um encontro de oração e amizade entre três Sacerdotes na paróquia de Gera Lario (diocesede Como): deu-se notícia deste Movimento em alguns jornais e revistas católicas.
Em março de 1973 eram cerca de quarenta os sacerdotes inscritos. Em setembro do mesmo ano, dos oitenta padres já inscritos, 25 participaram no primeiro encontro nacional em São Vitorino, próximo de Roma. Em 1974 iniciaram-se os primeiros Cenáculos de oração e fraternidade entre os Sacerdotes e fiéis; progressivamente, difundiram-se na Europa e em todas as partes do mundo.
Até ao final de 1990, o Pe. Stefano Gobbi visitou várias vezes os cinco continentes, para presidir aos Cenáculos regionais, completando 600 voos de avião além de numerosas viagens de carro e comboio. E fez 1.446 Cenáculos, dos quais 693 na Europa, 485 na América, 97 na África, 91 na Ásia e 80 na Oceânia.
Isto constitui uma prova da admirável difusão do Movimento por todo mundo, durante estes anos.

 

Difusão


O Movimento Sacerdotal Mariano tem-se difundido de uma maneira silenciosa e extraordinária. Em quase todas as nações da Europa, América, Ásia, África e Oceânia, há responsáveis nacionais encarregados de recolher as adesões, organizar e acompanhar os Cenáculos.

A eles também é confiada a nomeação dos vários responsáveis regionais e diocesanos, cuidando que tudo se realize com a maior fidelidade ao Espírito do Movimento.
Face à autonomia que se dá aos Centros Nacionais, não é fácil levantar uma estatística precisa. Isto, porém, não é de grande importância, pois estamos diante de "um espírito" que foge aos controles externos e se realiza na medida em que cada Sacerdote que aderiu ao Movimento procura viver todos os dias a sua consagração a Maria.
Pelas poucas de inscrição recebidas, os que aderiram seriam agora, cerca de 500 Bispos, mais de 100,000 Sacerdotes do clero diocesano e de todas as Ordens e Congregações religiosas.
Para os leigos, não havendo uma inscrição propriamente dita, não se pode avaliar o seu número nem mesmo aproximado, ainda que com certeza se trate de milhões.
É gratificante também constatar a existência de uma longa lista de sacerdotes simpatizantes, que não se inscreveram ainda no Movimento, mas demonstram a sua solidariedade de vários modos e em várias ocasiões. O seu número é, talvez, superior ao dos inscritos. Se vivem o espírito do Movimento, mesmo que seus nomes não figurem nos elencos, realizam o que nele há de essencial.
E como, quase sem perceberem, tornaram-se uma falange numerosa, muitos Sacerdotes não conhecem ainda os confrades seus vizinhos, pertencentes ao Movimento. Isto acontece não só nas regiões, onde o MSM está apenas a começar, mas também noutros lugares. A razão deste facto deve-se à escassa organização de que se dispõe e que permanecerá como uma característica sua, e o sentido de discrição, por se tratar de uma opção espiritual, o que leva a não ser fácil dar listas e endereços a quem no-los solicite.

Constata-se, porém, em toda a parte este facto maravilhoso: Nossa Senhora, através dos Cenáculos de oração e de fraternidade, faz com que os seus Sacerdotes se conheçam, se ajudem, se amem como irmãos e se tornem força de coesão entre todo o clero.
Pela consoladora realidade da Comunhão dos Santos, sentem-se como membros ainda activos e até mais próximos de nós, os Sacerdotes que nos precederam na eternidade.
Há Cardeais – o primeiro deles a inscrever-se foi Giacomo Lercaro, então Arcebispo de Bolonha –, muitos Bispos: lembramos entre outros Mons. João Venâncio Pereira, Bispo de Leiria e de Fátima, que se inscreveu em 1973 e morreu em 1985 e mais de 5.000 Padres que enriqueceram os seus últimos anos de vida por intenso apostolado ou pela doença, acolhendo e vivendo no MSM o convite de Nossa Senhora.
Apraz-nos lembrar, entre eles, um Servo de Deus; Pe. Gabriel Allegra, notável biblista e tradutor da Sagrada Escritura em língua chinesa. cujo trabalho final foi traduzir em chinês o livro "Nossa Senhora aos Sacerdotes, seus filhos predilectos".
Em sua rápida e capilar difusão o MSM encontrou menos dificuldades do que se podia temer.
Sendo sua característica peculiar a fidelidade à Igreja e a obediência ao legítimos Superiores, onde estes, sobretudo tratando-se de Bispos, mostravam-se benévolos e encorajadores, tudo era feito com grande facilidade. Foi preciso mais paciência, onde a autoridade se nos mostrou perplexa ou indiferente.
Percebe-se a presença vigilante e iluminadora de Nossa Senhora, sobretudo como guia de seu Movimento. Ela conforta nas dificuldades, freia toda euforia, ensina a usar corajosamente a liberdade dos filhos de Deus e ao mesmo tempo, impede-nos de assumir atitudes contrárias ou rebeldes com os Superiores, o que estaria em contradição com o segundo ponto-base do MSM: Amor ao Papa e a Hierarquia a ele unida.

Fonte: http://www.movimentosacerdotalmariano.org/

segunda-feira, 25 de março de 2013


O encontro histórico entre Papa Francisco e Bento XVI: "Somos irmãos"

Doispapas
O Papa Francisco encontrou-se neste sábado, 23, pela primeira vez com seu predecessor, o Papa emérito, Bento XVI, em Castel Gandolfo, nas proximidades de Roma. Ao meio-dia Francisco se dirigiu de helicóptero à pequena cidade para o encontro com o Papa emérito onde almoçaram juntos num fato sem precedentes na história da Igreja.
Após um voo de 20 minutos o Papa Francisco aterrissou no heliporto das Vilas Pontifícias de Castel Gandolfo, acolhido pelo Papa emérito Bento XVI. Presentes também o Bispo de Albano, Dom Marcello Semeraro e Saverio Petrillo, Diretor das Vilas Pontifícias e Dom Georg Gänswein. Papa Francisco e Bento XVI utilizaram o mesmo automóvel para chegar até a Residência Pontifícia.
Segundo o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, o helicóptero papal aterrissou às 12h15, hora de Roma. O Santo Padre estava acompanhado pelo Substituto da Secretaria de Estado, Dom Becciu, por Mons. Sapienza e por Mons. Alfred Xuereb.
Apenas o Papa tocou terra, Bento XVI se aproximou dele e houve um abraço belíssimo entre os dois, disse Pe. Lombardi. Na Residência Apostólica os dois protagonistas deste histórico encontro foram até o apartamento e imediatamente à capela para um momento de oração.
Na capela, o Papa emérito ofereceu o lugar de honra a Papa Francisco, mas esse disse: “Somos irmãos”, e pediu que se ajoelhassem juntos no mesmo banco, contou Pe. Lombardi. Após um breve momento de oração, se dirigiram para a Biblioteca privada, e por volta das 12h30, teve início o encontro reservado que durou cerca de 45 minutos.
Padre Lombardi destacou ainda que o Papa emérito estava vestindo uma simples batina branca, sem faixa e sem capa; ao invés Papa Francisco usou uma batina branca com faixa e capa.
Presentes ainda no almoço os dois secretários, portanto, Dom Georg e Mons. Xuereb.
Padre Lombardi referiu também que Papa Francisco presenteou Bento XVI com um ícone de Nossa Senhora da Humildade. O Santo Padre explicou a Bento XVI que “esta Nossa Senhora é a da Humildade, e eu pensei no senhor e quis dar-lhe um presente pelos muitos exemplos de humildade que nos deu durante o seu Pontificado”, destacou Papa Francisco.
Desde o dia 28 de fevereiro, Bento XVI reside neste local, onde acompanhou a eleição do Cardeal Bergoglio como Sumo Pontífice, e aguarda o fim das reformas no mosteiro Mater Ecclesiae dentro do Vaticano.
Papa Francisco, nos seus discursos, tem manifestado palavras de afeto a Bento XVI, chamando-o, seguidamente de “meu Predecessor, o querido e venerado Papa Bento XVI”. 
Já na sua primeira aparição no balcão central da Basílica de São Pedro disse “Rezemos pelo nosso Bispo emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e a Virgem Maria o proteja”.
Após o almoço Papa Francisco retornou ao Vaticano.
POR: CNBB / RÁDIO VATICAN

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013


Bento XVI anuncia renúncia


paparenuncia2013A Rádio Vaticano divulgou a informação de que o papa Bento XVI anunciou nesta segunda-feira que renunciará ao cargo no dia 28 de fevereiro. Eis o texto integral do anúncio:
“Caríssimos Irmãos, convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor, quer do corpo, quer da mente; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.
Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus".
Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.
BENEDICTUS PP XVI

quarta-feira, 7 de novembro de 2012


Minissérie de TV retrata a rotina dos Papas do Concílio Vaticano II



PapasdoconcilioO Concílio Ecumênico Vaticano II foi convocado no dia 25 de janeiro de 1961, através da bula papal "Humanae salutis", pelo papa João XXIII. Este mesmo Papa inaugurou-o, a ritmo extraordinário, no dia 11 de outubro de 1962. O Concílio, realizado em quatro sessões, só terminou no dia 8 de dezembro de 1965, já sob o papado de Paulo VI.
Nestas quatro sessões, mais de dois mil bispos convocados, de todo o planeta, discutiram e regulamentaram vários temas da Igreja Católica. As suas decisões estão expressas nas quatro constituições, nove decretos e três declarações elaboradas e aprovadas pelo Concílio.
Neste ano de 2012 a Igreja celebra os 50 anos da abertura desse grande evento. Em comemoração ao jubileu de prata será exibida, pela primeira vez na televisão brasileira, a minissérie “Papas do Concílio”.
Com base em dois filmes produzidos na Itália e inéditos no Brasil, a minissérie retrata a trajetória do Papa João XXIII e do Papa Paulo VI, principais protagonistas do Concílio.
A produção que terá dez episódios conta, também, com depoimentos das personalidades mais importantes do episcopado brasileiro, que vivenciaram o período histórico mais marcante da Igreja Católica.
“Papas do Concílio” estreia no próximo dia 12 de novembro, em dois horários, às 14h e às 20h, na TV Aparecida.

Fonte: CNBB

segunda-feira, 29 de outubro de 2012


Uma fé que se traduz em obras

Em outubro deste ano 2012 o papa Bento XVI declarou como início do Ano da Fé, em comemoração aos 50 anos do Concílio Vaticano II e dos 20 anos do Catecismo da Igreja Católica, os quais se tornaram significativos na história da Igreja. Durante esse período, o sucessor de Pedro nos chama a “intensificar a reflexão sobre a fé, para ajudar todos os crentes em Cristo a tornarem mais consciente e revigorarem a sua adesão ao Evangelho, sobretudo num momento de profunda mudança como este que a humanidade está a viver.” (Porta Fidei, 8)
Vivemos em tempos de crise nos diversos seguimentos institucionais que formam a nossa sociedade. No que diz respeito ao contexto da fé as coisas também não são diferentes. Mais do que nunca, hoje precisamos apresentar ao mundo as razões pelas quais cremos, testemunhando Aquele que nos faz agir e pensar muitas vezes diferente dos padrões apresentados pela mídia e demais ideologias contemporânea.
A verdadeira fé não está pautada em sentimentos ou pensamentos abstratos, mas em uma pessoa: Jesus Cristo. Conforme nos apresenta o papa  “a fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele” (Porta Fidei, 10). Esta convivência nos leva a uma profunda intimidade com o Senhor de tal forma que em certo estágio da vida podemos afirmar como diz São Paulo “já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”. (Gl 2,20)
Para alcançarmos esta íntima ligação com Cristo faz se necessário ultrapassar a barreira da dicotomia entre fé e vida. Não se admite professar com os lábios uma coisa e viver de uma forma totalmente diferente. Não foi diferente no início do cristianismo e muito mais agora, conforme escreve São Tiago: "Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras (Tg 2,18). Fé e vida não são duas coisas estranhas uma à outra, mas estão altamente entrelaçadas e, portanto, devem caminhar juntas.
Reavivar a fé, aprofundar seu conteúdo, dar testemunho da alegria de crer é um desafio a todos nós. Precisamos testemunhar com alegria quem nós cremos. A jornada mundial da juventude que acontecerá em julho do próximo ano no Rio de Janeiro é uma oportunidade para que os jovens apresentem ao mundo as razões da sua fé, da sua alegria em servir ao Senhor. Neste sentido, é importante que os nossos jovens sejam reanimados na missão e levem a todos o evangelho e a cruz, que é o sinal supremo do amor de Deus pela humanidade. O seguimento a Cristo é sempre uma fonte de alegria contagiante capaz de mover montanhas e transformar aquilo que está ao nosso redor. Seguir a Cristo não pode se tornar um peso pesado e fatigante, pelo contrário, deve ser sempre um motivo de satisfação interior, um prazer que nenhuma outra realidade desta vida será capaz de nos oferecer. Crer em Jesus é comprometer-se com Ele e colocar-se à sua disposição, colocando nele sua confiança.
A fé nos faz sair de nós mesmos e ir ao encontro dos irmãos. Professar a fé em Cristo é pôr os pés e as mãos a serviço do próximo. O amor nos impele a irmos ao encontro do outro e, se for necessário, dar a vida para que este se sinta feliz e viva com a dignidade que Deus deseja. Como nos diz Madre Tereza “que nenhuma pessoa passe por nossa vida sem que antes tenha se sentido melhor e mais feliz”. A missão do cristão ultrapassa as barreiras de qualquer assistencialismo, porque a fé se traduz numa total doação e empatia pelos irmãos, principalmente aqueles que mais precisam da nossa ajuda. Afinal, “a fé sem a caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente, de tal modo que uma consente à outra realizar o seu caminho” (Porta Fidei, 14).
Observando o exemplo de vida de tantos santos e santas que ao longo da história deram testemunho da sua fé, queremos apresentar aos homens e mulheres de hoje a nossa fé em Jesus Cristo, acolhendo os seus ensinamentos e promovendo a sempre a vida como um dom de Deus. Afinal, somos discípulos e missionários do Reino e mesmo diante das dificuldades do tempo presente a Santa Palavra nos reanima e nos garante que unidos a Cristo, venceremos! Finalmente, queremos pedir: "fica conosco, Senhor" (Lc 24,29), e nos sustenta  na missão com o vosso Pão da Vida e com a vossa Palavra.




Sem. Antonio Nilson
Membro do Instituto Divino Mestre
3° ano de Filosofia

Sínodo dos Bispos: Como terminou?



É difícil resumir a riqueza da experiência vivida e das reflexões propostas na XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. O tema deste Sínodo, de feliz escolha do Papa Bento XVI, pela sua amplitude e complexidade, já dificulta qualquer tentativa de síntese. Por isso, neste terceiro relato, após o término da Assembleia Sinodal, procuro apenas partilhar alguns aspectos da experiência vivida e dos temas abordados, sem a pretensão de um resumo. Dentre tantos outros aspectos, destaco os seguintes:
1. O início e a conclusão do Sínodo com a Eucaristia presidida pelo Papa e concelebrada pelos Padres Sinodais constituem a moldura principal na qual quer se inserir, não apenas a Assembleia Sinodal, mas toda a nova evangelização. A Eucaristia deverá ser sempre ponto de partida e de chegada para a ação evangelizadora. Em diversos momentos, ao se falar dos sujeitos da nova evangelização, foi enfatizada a ação do Espírito Santo e a necessidade da graça, assim como, a santidade dos evangelizadores, destacada por Bento XVI na abertura e na celebração das canonizações ocorrida, a propósito, durante o Sínodo.   
 
2. A presença assídua do Papa Bento XVI, presidindo a Assembleia Sinodal, foi bastante apreciada por todos, destacando-se a sua sabedoria, simplicidade e paciente atenção aos muitos pronunciamentos.     
 
3. O Sínodo constitui um precioso instrumento de comunhão eclesial e de colegialidade episcopal, através do diálogo e da convivência fraterna, da reflexão conjunta em plenário e em grupos, da partilha de experiências pastorais, das alegrias e dores da Igreja nos cinco continentes. As cinco línguas oficiais do Sínodo se completavam com muitas outras faladas pelos participantes, representando todas as conferências episcopais  e, portanto, trazendo os diferentes contextos sociais e culturais vividos pela Igreja nos cinco continentes.  Na "Mensagem", os Padres Sinodais se dirigiram a cada continente, valorizando a realidade de cada um. A catolicidade da Igreja foi intensamente manifestada! 
 
4. A comunhão eclesial e a corresponsabilidade pastoral se expressaram também através da participação de presbíteros, diáconos, religiosos(as), leigos e leigas, muitos dos quais puderam falar à Assembleia e outros, colaboraram como peritos. A nova evangelização necessita de todos para acontecer. Por isso, nas proposições aprovadas, destaca-se o papel indispensável das diversas vocações e ministérios na Igreja e a necessidade de formação dos evangelizadores.
 
5. O tema da nova evangelização não excluiu as dimensões do diálogo ecumênico e inter-religioso; ao contrário, exigiu a  sua consideração atenta e reafirmou a sua necessidade. A abertura ecumênica foi simbolizada, de modo especial, pela presença contínua dos "delegados fraternos", isto é, dos representantes de outras Igrejas cristãs, que tiveram ocasião de dirigir a palavra durante a Assembleia Sinodal e de participar das celebrações, conforme as disposições da Igreja.  
 
6. A contribuição dos Padres Sinodais da América Latina foi relevante. O Documento de Aparecida foi uma das principais fontes da reflexão oferecida pelos bispos latino-americanos e caribenhos. Temas centrais de Aparecida encontraram acolhida ou confirmação nas proposições e na mensagem do Sínodo: o encontro com Jesus Cristo, a conversão pastoral, a Igreja em estado permanente de missão, a formação, a piedade popular, os pobres, a juventude, o laicato...  A convivência fraterna entre os bispos da América Latina e Caribe foi intensificada pelas celebrações festivas nos Colégios Pio Latino e Mexicano. 
 
7. O Jubileu de abertura do Concílio Vaticano II, os 20 anos do Catecismo da Igreja Católica e o Ano da Fé favoreceram o desenvolvimento do tema geral. A "Mensagem" explicita tal contexto e há proposições dedicadas especialmente ao Concílio e ao Catecismo. Documentos do Vaticano II iluminaram a reflexão de muitos Padres Sinodais, em plenário e nos grupos. Documentos do Magistério pós-conciliar também serviram de fonte, especialmente, pelo seu teor, a Evangelii Nuntiandi, de Paulo VI, a Catechesi Tradendae, de João Paulo II e a recente Verbum Domini. 
 
8. A Palavra de Deus recebeu grande atenção ao longo do Sínodo.  A acolhida recebida pela Verbum Domini, última exortação apostólica pós-sinodal, foi longamente considerada numa das sessões. No início de cada dia, durante a oração da Liturgia das Horas, a Palavra proclamada foi muito bem refletida com a ajuda de alguns Padres Sinodais, sendo no primeiro dia, o próprio Santo Padre quem desenvolveu uma bela reflexão. O texto da Samaritana serviu de inspiração para a Mensagem final. Embora, algumas proposições do Sínodo reflitam mais claramente a dimensão bíblica, a centralidade da Palavra de Deus na nova evangelização exige atenção sempre maior.
 
9. Os temas abordados foram muitos, conforme se pode comprovar pelo grande número de proposições aprovadas e pela longa Mensagem conclusiva. Refletem a relevância, a amplitude e a complexidade do tema geral: "Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã". É difícil elencá-los, de modo justo. Dentre eles, podemos citar: a catequese, os sacramentos da iniciação cristã, o sacramento da penitência, a família, os jovens, a liturgia, a santidade, a piedade popular,  a Igreja Particular, a paróquia, as comunidades, o clero, a vida consagrada, os leigos, os movimentos eclesiais, a opção pelos pobres, os migrantes, os enfermos, a política, a educação, o ecumenismo, a inculturação, os cenários urbanos, as ciências, o serviço da caridade, os meios de comunicação, os direitos humanos e a liberdade religiosa. Dentre os novos temas ou temas que receberam nova acentuação estão: o reconhecimento do "ministério" de catequista; a ordem dos sacramentos da iniciação cristã em perspectiva pastoral; a "via da beleza" como caminho de evangelização; o  "átrio ou pátio dos gentios", retomando e especificando a questão dos "novos areópagos" como espaços de evangelização; a "conversão pastoral" segundo o espírito missionário de Aparecida; o papel dos teólogos na nova evangelização.
 
10. Por fim, pode-se destacar aquilo que desde o início esteve no centro dos escritos e debates deste Sínodo: o que é a "nova evangelização"? em que sentido, a evangelização proposta quer ser "nova"? No início da XIII Assembleia Sinodal, o  Instrumentum laboris, em preparação ao Sínodo, já abordava a questão fazendo uma proposta ampla de compreensão. Na bela e sábia homilia da missa de encerramento do Sínodo, à luz da passagem da cura do cego Bartimeu, o Papa retomou o assunto, mostrando o caminho a seguir. É vasta a tarefa proposta, pois a nova evangelização deve ser assumida por todos, em comunhão na Igreja, com novo ardor e "criatividade pastoral", tendo como âmbitos próprios a pastoral ordinariamente voltada para os católicos que participam da Igreja,  a missão além-fronteiras (ad gentes) e as "pessoas batizadas que, porém não vivem as exigências do batismo". 
 
Como terminou o Sínodo? Em clima de louvor a Deus, de gratidão e esperança, e ao mesmo tempo, de renovado empenho pela nova evangelização, conscientes de que temos  um longo caminho a percorrer para cumprir o mandato missionário de Jesus Cristo: Ide, fazei discípulos!  Há muito para se fazer pela nova evangelização! A oração e a reflexão devem continuar. A busca de respostas pastorais necessita continuar na Igreja local. O Sínodo ilumina e anima a ação evangelizadora, mas não dispensa a nossa tarefa de estabelecer os passos a serem dados na realidade em que vivemos.  As   58 "proposições" aprovadas pelo Sínodo começam a ser divulgadas. A  "Mensagem" dos Padres Sinodais tem sido publicada nas várias línguas, trazendo alento e estímulo. Aguardamos a Exortação Apostólica Pós-Sinodal que o Papa irá nos oferecer, recolhendo as contribuições da XIII Assembleia do Sínodo dos Bispos. O presente relato não substitui a leitura da "Mensagem" e das "Proposições" do Sínodo, bem como, a homilia do Santo Padre; antes, quer servir de estímulo para tanto, esperando que estejam logo disponíveis também em língua portuguesa. Nossa Senhora, Estrela da Evangelização, nos acompanhe com a sua intercessão materna e exemplo!
 
Por Dom Sergio da Rocha, Arcebispo de Brasília

Fonte: http://www.arquidiocesedebrasilia.org.br

sexta-feira, 11 de março de 2011

Aniversário de Dom João E. M.Terra

Caríssimos irmãos e irmãs,
No dia 10 de março de 2011 tivemos a graça de participar do aniversário de Dom João Evangelista Martins Terra. Nosso querido Bispo completou seus 86 anos em plena forma. Um homem maduro, inteligente e cheio de vida, e que todos os dias prova-nos que a juventude é um estado da alma porque rejuvenesce cada vez que está conosco.
Dom Terra além de bispo é doutor em Sagrada Escritura e também fundador do Instituto Divino Mestre. Como conhecedor profundo da Palavra de Deus, mostra-nos todos os dias, através da sua prática de vida, que o alicerce para toda virtude é a humildade. Aliás, o que mais nos encanta nele é a humildade. Sentimo-nos muito honrados por tê-lo ao nosso lado e por fazer parte dessa família; sentimo-nos honrados por saber que o nosso fundador acredita na nossa vocação e vê não só aquilo que somos, mas sobretudo o que podemos ser dentro da Santa Mãe Igreja. Ele nos faz experenciar Deus na finitude do seu ser que traz as marcas do tempo. Concomitantemente, prelibamos a eternidade que chega até nós através do nosso fundador.
Muito obrigado Dom Terra!


Cada seminarista que faz parte do Instituto Divino Mestre agradece a Deus por sua existência; agradece por sua sabedoria adquirida não só nos livros, mas também na vida; agradece por sua dedicação e empenho nos estudos e pelo grande professor que o senhor é. De maneira muito especial agradecemos por essa casa de formação que começa a crescer e traz um carisma tão particular e necessário para a Igreja. Cada dia e cada noite do seu esforço valeram a pena porque nos proporcionou estarmos aqui.



 Que o Cristo Jesus continue a nos falar através do senhor e que seu entusiasmo nos “lance ao largo”(Lc 5,4)! Parabéns! Que a Virgem Santíssima interceda por sua vida e por seu ministério! E que Deus nos abençoe!